Guerra pode aumentar preços das viagens e reduzir fluxos turísticos, avisa CEO do Vila Galé

Guerra pode aumentar preços das viagens e reduzir fluxos turísticos, avisa CEO do Vila Galé

Gonçalo Rebelo de Almeida, CEO do Vila Galé, receia que a crise no Médio Oriente, com o aumento do custo do jet fuel, conduza a um aumento dos preços das viagens e com isso a uma redução dos fluxos turísticos.

Rosário Lira /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, o diretor executivo do segundo maior grupo hoteleiro em Portugal, considera que se a situação se perpetuar vai levar a uma redução da procura.

Isto, num mercado que, segundo Gonçalo Rebelo de Almeida, chegou a "uma fase de estabilização" em que "não é expectável que haja crescimentos significativos".
Lembra que há constrangimentos nos fluxos aeroportuários que estão a afetar um mercado estratégico como é o Reino Unido e mercados de aposta como Brasil, Canadá e Estados Unidos da América (EUA). Rebelo de Almeida diz que é preciso encontrar soluções porque "o resultado final não está a ser positivo", "é uma mancha para o país".
Em particular sobre o verão no Algarve, o CEO diz que a procura é idêntica à do ano passado. Aliás o mercado português no Algarve continua a crescer, adianta.
Já quanto aos preços, Gonçalo Rebelo de Almeida não aceita as comparações com o sul de Espanha e diz mesmo que "o preço não tem sido um obstáculo" e reforça que "o verão no Algarve não está mais caro do que o ano passado".
Sobre os constrangimentos ao investimento, Gonçalo Rebelo de Almeida aponta o dedo aos licenciamentos, lembrando que não faz sentido que a obtenção de uma licença demore mais tempo do que a construção do hotel.
Nesta entrevista, o CEO revela que até 2028 o Vila Galé tem 14 projetos em carteira para concretizar.
Em 2028, o Vila Galé conta ter 40 hotéis em Portugal e já este ano está previsto abrir mais três no Brasil e dois em Portugal. O crescimento do grupo tem estado ligeiramente acima da inflação, mas os custos poderão levar a alguma quebra de rentabilidade.
Nestas contas teve peso as remodelações que levaram a efeito.
Ainda assim, os preços que praticam em média terão tido apenas um aumento três a quatro por cento.
Em Cuba, onde tinham a concessão de quatro hotéis, a atividade está em suspenso. O CEO do Vila Galé espera que rapidamente seja encontrada uma solução e espera voltar à atividade.
Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Inês Pinto Miguel, do Jornal de Negócios.

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